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11/11/2015

Defenda o que é seu! (Parte 2)

LEIA: 2Samuel 23. 11-12


Ao posicionar-se no meio do campo de lentilhas e defende-lo do ataque filisteu, Samá demonstrou o valor que aquele campo possuía para ele. O inimigo certamente não entendeu a atitude dele assim como muitos do seu povo também não devem ter entendidos. "É só um campo de lentilhas", devem ter pensado. Não poderiam avaliar o que esse "campo de lentilhas" representava para Samá. Nós, quando empunhamos nossas espadas e solitários nos posicionamos para defender o nosso campo de lentilhas também somos incompreendidos! Mas, assim como Samá, precisamos defende-lo bravamente pois, aquilo que para os outros pode não ter valor algum mas, para nós, é precioso. Portanto, não nos resta outra opção a não ser defende-lo!

Mas o aquele campo de lentilhas poderia significar para Samá? O que justificaria atitudes tão atrevidas da sua parte? 

Para encontrarmos respostas para estas e outras perguntas precisamos recordar que Samá era um dos principais valentes de Davi e, portanto, um soldado corajoso. Assim, defender aquele campo significava primeiramente defender sua honra! 


Honra pode ser definida como um princípio de conduta pessoal baseada na ética, na honestidade, na coragem. Samá era um guerreiro e, naquele momento, deveria agir como tal. Seu papel era, pois, lutar. Poderia perder a luta, é verdade, mas não poderia deixar de lutar! Devemos, portanto, defender o que somos, o que pensamos e o que representamos.

As terras eram propriedade de seu povo e dela provinha o sustento de todos. Vale lembrar que a lentilha era uma planta rasteira, da família das leguminosas, muito apreciada pelo valor nutritivo e pelo sabor agradável que possuía. No campo cultivado estava esforço de todos. Era, pois, um bem comum. Assim, para Samá defender aquele campo significava ainda defender sua família!

É interessante observarmos que ele não tinha motivos para defende-la, afinal, todos fugiram! Samá, por sua vez, ficou e lutou por todos. Poderiam não ser homens valorosos mas para ele o eram. Ele entendia que valia a pena lutar pela sua família assim como vale a pena lutar pela nossa mesmo que ainda não tenhamos motivos. A família é um instituição divina e, por essa razão, o principal alvo do inimigo que quer vê-la dividida  (Êxodo 10.11) e arruinada (Mateus 12.15).

Por fim, para Samá defender aquele campo significava defender sua fé! Sabemos que os valentes de Davi eram homens que viviam marginalizados (1Samuel 22.2). No entanto, de covarde Davi os transformou em valentes (2Samuel 23.8), de aflitos em corajosos (1Crônicas 12.22) e, de envidados, valorosos (1Crônicas 12.2,8,14). Deus mudou suas histórias assim como a nossa! E, esse mesmo Deus, está ao nosso lado todos os dias mudando nossas histórias todos os dias! Samá pôs em prática sua fé quando enfrentou o inimigo. Ele havia aprendido com Davi, seu general, que o próprio Deus lutaria por ele e lhe daria vitória. Dito e feito. Naquele dia Deus efetuou grande livramento (2Samuel 23.13) resultado, portanto, da sua fé!

O campo de lentilhas significava para Samá aquilo que havia de mais importante para ele: sua honra, sua família, sua fé! O mais importa para você? Qual o seu campo de lentilhas? Seja o que for, ele representa muito para você. É seu! Portanto, posicione-se e o defenda. O Senhor certamente efetuará grande livramento!

04/11/2015

Defenda o que é seu! (Parte 1)

LEIA: 2Samuel 23. 11-12

Ao todo, os valentes de Davi eram 37 homens (2Samuel 23.39). Dentre eles, havia um chamado Samá cujo maior feito foi posicionar-se no meio de um campo de lentilhas e defende-lo do ataque filisteu justamente no instante em que todo o povo fugia. Além de ser o seu maior feito é o único descrito na Bíblia. No entanto, a partir dele é possível conhecer um pouco a seu respeito e de suas atitudes. Senão vejamos:

1. Samá, filho de Agé, o hararita, provavelmente nasceu em circunstâncias nada favoráveis pois o seu nome significava "desolação". Tal condição, no entanto, não era privilégio dele apenas. Os valentes de Davi eram os excluídos daquela sociedade (1Samuel 22.2). No entanto, tiveram suas vidas transformadas quando encontraram-se com o rei. Samá passou a ser o terceiro homem mais importante de Davi.

2. Samá recebeu um campo de lentilhas do rei para cuidar e fez juz a confiança a ele devotada. Em certa ocasião, quando os filisteus promoveram um ataque ao seu povo todos fugiram, exceto ele. Se tivesse fugido, teria perdido a oportunidade de realizar tal feito. A oportunidade, portanto, nunca está ao lado daqueles que fogem diante das batalhas.

3. Samá, assim, lutou sozinho diante do exército inimigo e o venceu. O fato de estar sozinho na batalha não o enfraqueceu. Ele venceu o desânimo e temor que certamente tomou conta do seu coração. Ele obteve inicialmente uma vitória interna reconhecendo portanto, força em sua fraqueza (2Coríntios 12.10).

4. Samá se posicionou no meio e não nos flancos do campo. Fez isso não porque desejasse para si honrarias mas porque era o papel que lhe cabia naquela ocasião. Se expôs, mesmo sabendo os riscos que estava correndo. Mas era necessário correr esses riscos pois, do contrário, não os teria superado.

5. Samá defendeu o campo e não as lentilhas, certamente, esmagadas durante do combate. Sua prioridade, portanto, era defender aquilo que era fundamental. Novas sementes poderiam ser lançadas naquelas terras e frutificarem novamente. Mas isso não seria possível se o inimigo lhe tomasse o campo.

O resultado de tais atitudes: grande livramento de Deus! (2Samuel 23.12)

Portanto, Samá desconsiderou o seu passado e tornou-se um soldado valoroso. E, como tal, diante da luta não perdeu a oportunidade de enfrentá-la. Mesmo sozinho, não desanimou. Correu os riscos e defendeu aquilo que era importante para ele e para o seu povo.