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29/01/2016

Crise: como superá-la?

LEIA: Salmo 66.10

Quando o assunto é economia ou política, crise é a primeira palavra que vem a mente. É bem verdade que, além dessas, existem outras "crises", muitas localizadas em um âmbito bem pessoal e, às vezes, de caráter estritamente subjetivo. Crises emocionais, crises na família, crises no casamento são alguns exemplos. No entanto, seja como for crise é crise! A questão portanto, é: como superá-la?

Para encaminharmos tal questão devemos compreender que acrisolar (v.10b) significa purificar no crisol. Este, por sua vez, era o nome de um recipiente onde se colocava a prata a fim de tirar as suas impurezas. O crisol era submetido ao fogo que, por sua vez, purificava o metal. A palavra crise vem daí assim como crítica, critério, crivo. Todas formadas a partir do radical "cri" (ou krei). Portanto, poderia-se definir crise como sendo um período crítico, no qual deve-se estabelecer critérios mas, sob o crivo de Deus, para superá-la. Crise assim, sinaliza a necessidade de se fazer escolhas!

1) ...período crítico: identificar pontos críticos (quais as causas da crise ou quais as "impurezas");

2) ...estabelecer critérios: fixar parâmetros (que ajam nas causas, i.e., que retirem as impurezas); vd. Colossenses 3.15 e 16:
a) Paz no coração;
b) Obediência da Palavra (Colossenses 3.15);
c) Instrução e conselhos (Provérbios 11.14);
d) Adoração (Colossenses 3.16b cf. 1Tessalonicenses 5.18);

3)...sob o crivo de Deus: confirmação d'Ele. (se forem adotados os Seus critérios - citados acima - certamente obterão aprovação de Deus);

A crise é difícil em nossas vidas porque é, justamente, nesse momento que temos fazer escolhas. Mas, se queremos superá-la, necessariamente, temos de fazer escolhas! Não temos, nesse caso, escolha... Não podemos fazer a mesma coisa sempre e esperar resultados diferentes pois, como disse Einstein, isso é insanidade!

Não devemos olhar para crise como FIM mas como INÍCIO. Quantas histórias de sucesso começaram a ser escrita em tempos de crise?

E, devemos muitas vezes, olhar para crise como prova de Deus em nossas vidas (v.10a). Mas o Deus que prova é o Deus que tem o controle da situação ainda que nós o tenhamos perdido!

Portanto, para superar a crise é preciso fazer escolhas!


25/10/2015

A oração para tempos de vale

LEIA: Marcos 9.14-29

Ao lado de Pedro, Tiago e João, Jesus desce o monte da transfiguração rumo a um vale. Os discípulos que haviam contemplado a majestade de Deus deparam-se, dessa vez, com o sofrimento reinante no vale. Ao se aproximarem, encontraram uma multidão em polvorosa. Estavam ali, os demais discípulos, fariseus, escribas e, um homem que, ao ouvir Jesus perguntar aos escribas o motivo daquele alvoroço, salta a frente e toma a palavra. Ele era pai de um jovem endemoniado, filho único (Lucas 9.38), cujo espírito que o havia possuído os discípulos não puderam expulsar. Os fariseus queriam saber porque eles não conseguiram. Eis aí a razão do alvoroço.

Ajoelhado (Mateus 17.14), o pai começa a descrever a Jesus a situação do filho, o sofrimento causado a ele pelo espírito maligno (vv. 17 e 18). Ao tomar conhecimento, Jesus repreende a incredulidade daquele povo e pede que tragam o rapaz (v.19). O espírito agita-se ao vê-lo. Antes de expulsar esse espírito, Jesus faz algumas perguntas àquele pai. Inicialmente, Ele pergunta desde quando isso acontece. O pai, por sua vez, responde: desde a infância (v.21). Esse homem descreve mais alguns detalhes acerca do sofrimento do filho (e, principalmente dele) e, por fim, pede que Jesus o ajude, caso tenha poder para isso (v.22). Este, o responde dizendo que "tudo é possível ao que crê" (v.23). Ao ouvir tal resposta, o pai faz uma oração deveras curiosa: "Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé" (v.24). Ao perceber a multidão se agitando ainda mais, Jesus imediatamente, responde a oração daquele pai. O espírito imundo é expulso e o jovem, finalmente, liberto e entregue ao pai.

Mas porque essas palavras aparentemente contraditórias revelaram-se extremamente eficaz naquele momento e lugar? De outro modo, porque a oração feita por aquele homem foi respondida tão prontamente por Jesus? Sugerimos, a seguir, algumas respostas.

A oração daquele pai foi uma oração sincera. Ao dizer que sua fé estava por um fio de modo a ter uma certa dúvida quanto ao poder de Jesus, aquele pai não estava blasfemando. Ao contrário, estava sendo sincero. O sofrimento de longos anos fez com que a sua fé esmorecesse. Ele não escondeu esse fato de Jesus mesmo que, a princípio, não lhe beneficiasse. Mas o que Jesus queria ouvir daquele pai era a verdade.

A oração daquele pai foi também uma oração objetiva. É interesse observar esse aspecto haja vista que os fariseus estavam presentes, justo eles os quais o próprio Jesus acusou de fazerem longas orações e para si mesmos (Lucas 18.9-14). Jesus não queria ouvir daquele pai vãs repetições (Mateus 6.6).

A oração daquele pai foi ainda uma oração fervorosa. Ele clamou a Jesus com lágrimas nos olhos (v.24). Alguém que ora dessa maneira revela a humildade que há em seu coração. As palavras, portanto, apenas resumem esse sentimento. Jesus queria ouvir o clamor daquele pai em favor de seu filho.

Finalmente, a oração daquele pai tinha o alvo certo. C.H. Spurgeon dizia que o "Alvo da oração é o ouvido de Deus". Mas é oportuno destacar que, inicialmente, aquele pai pediu auxílio aos discípulos (Lucas 9.40). Como sabemos, aqueles homens não puderam atendê-lo. Somente Jesus podia. Portanto, ele só encontrou resposta para o seu sofrimento quando clamou a Jesus. Ele, portanto, era o alvo daquela oração.

Se quisermos ouvir (e ver) nossas orações respondidas devemos, pois, fazer com que elas sejam sinceras, objetivas, fervorosas e, dirigidas, a Deus. Para quem está passando pelo vale, como aquele homem, essa é a oração que deve ser feita.